A primeira etapa do Festival foi a criação da Confraria do Cinema, que indicou os filmes premiados. Sua instalação no Brasil ocorreu em agosto de 2004 em Cataguases. Em seis de outubro, a Confraria chegou a Portugal (Lisboa) e, no dia 14 de outubro, foi a vez de Moçambique (Maputo). Segundo seu estatuto, a Confraria atuará também como fórum permanente do audiovisual desses países.
No início, a Confraria terá sete seções - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe, sendo representada por profissionais do audiovisual de cada uma dessas nações.
No I CINEPORT, o Timor Leste não constituirá sua seção da
Confraria, mas estará presente como observador, indicando para participação um dentre os alunos timorenses bolsistas da CPLP em cursos ligados ao audiovisual.
Nessa primeira edição, o convite para adesão será feito pela
Comissão Executiva do CINEPORT em colaboração com associações profissionais ligadas ao audiovisual. Nos outros anos, e por meio de suas sete seções, a Confraria será responsável pelas novas indicações. Como estipulado em seu estatuto, a Confraria será presidida, nos dois primeiros anos, pelo cineasta brasileiro Paulo Cézar Saraceni, escolhido pela Comissão Executiva do Festival. Anualmente, e sempre até 10 de março, cada seção da Confraria indicará, se possível, um concorrente para cada uma das quinze categorias do Troféu Andorinha. As indicações serão feitas por votação eletrônica ou cédula e acompanhadas por uma empresa de auditoria internacional.
A decisão final do I CINEPORT será em Cataguases, com a presença de um júri composto por sete membros, um de cada uma das seções da Confraria, que indicará os vencedores. O presidente da Confraria será também o presidente do júri. A seleção para os Troféus Andorinha Digital e Humberto Mauro será feita pela Comissão Executiva do Festival - e não pela Confraria.