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Orlando Senna lança livro e troca de papel



Dando sequência à série de lançamentos literários dentro da programação do 3º CINEPORT, o cineasta, escritor e jornalista Orlando Senna, atual Secretário de Audiovisual do MinC, autografou no início desta noite – num Parahyba Café recheado de cineastas e personalidades da CPLP – o livro Um Gosto de Eternidade, romance que tem a América Latina como pano de fundo. Senna conta a história de um homem e uma mulher, dois músicos que percorrem de caminhão toda a América Latina, da Patagônia ao sul dos Estados Unidos. Na verdade, trata-se de uma estranha e misteriosa história de amor.

Sobre o lançamento de seu livro no Festival CINEPORT, Orlando Senna comentou que “na verdade está ocorrendo o lançamento desse livro em alguns festivais, mas isso é inteiramente fora do meu controle, até da minha vontade. Isso porque eu tenho que ter uma vida dupla quando se faz cada lançamento desse livro. Eu tenho que trocar de papel, tenho que deixar de ser autoridade e ser apenas o escritor que está lançando o livro. Na verdade isso me incomodava no início, quando começaram a fazer esses lançamentos, mas agora não me incomodo mais, porque acho que as pessoas entendem que é apenas uma questão de oportunidade, pois lançam-se vários livros em festivais. O CINEPORT lança muitos livros a cada edição. Eu fui surpreendido, inclusive, com esse convite muito honroso, que me dá muito prazer.”

O Secretário ainda falou da importância capital do Festival CINEPORT ao lançar a idéia de tratar o cinema a partir da língua portuguesa, assumindo com isso uma responsabilidade social. “Hoje estivemos reunidos com autoridades da CPLP – Comunidade dos Países da Língua Portuguesa e também com os produtores e cineastas dos países africanos de língua portuguesa, e eles estão na verdade cobrando para que o Festival CINEPORT seja a central audiovisual da CPLP, que de alguma maneira se oficialize esta relação do CINEPORT com a CPLP. Eu acho que o CINEPORT tende a crescer exatamente porque abriu uma comporta e agora vai começar a ter demandas, demandas exatamente dos países de língua portuguesa”.



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