
Sassetti fecha a noite CINEPORT
Bernardo Sasseti é um jovem pianista e compositor português, autor premiado de trilhas sonoras para o cinema contemporâneo. Suas trilhas já receberam prêmios nas duas primeiras edições do CINEPORT. Nesta edição do festival, Sasseti concorre ao prêmio de melhor música no Troféu Andorinha, com o filme 98 Octanas, do diretor português Fernando Lopes.
Sobre o fato de o Festival CINEPORT está acontecendo aqui em João Pessoa comentou Sasseti, “ É genial, fabuloso, é o lugar ideal para se fazer o festival. O ambiente, a simpatia, o acolhimento, a organização, as pessoas, todo este convívio de raças que falam a língua portuguesa. Eu acho extraordinário. Para Sasseti, “o CINEPORT é, para todos os que dele participam, uma grande lição que não acontece em mais nenhuma outra parte do mundo, a não ser pelas mãos da Mônica Botelho e do Henrique Frade”.
Na sua apresentação, Bernardo Sasseti surpreendeu a platéia trazendo para o palco um original trio de forró pé-de-serra, que o compositor conheceu em João Pessoa, poucas horas antes do show. O resultado foi uma inusitada fusão do piano contemporâneo com a autêntica música de raíz nordestina,que soou muito bem aos ouvidos da platéia. Mas o inusitado não ficou apenas na música, o compositor convidou a bailarina portuguesa Amélia Bentes ao palco, onde ela mostrou um pouco da sua pesquisa com a dança improvisada, uma característica dos seus espetáculos.
Amélia Bentes está em João Pessoa para uma mesa redonda no CINEPORT, Dançando Literatura, que acontece dia 09, quarta-feira, na UFPB. Ela falou sobre a sua participação no show. “Eu já conhecia o Bernardo há muito tempo, sempre tive vontade de trabalhar com ele, porque eu trabalho muito a improvisação com músicos ao vivo, músicos de jazz. Eu faço coreografias marcadas, mas tem um espetáculo que eu já mostrei em vários países da Europa com músicos ao vivo. Com o Bernardo eu nunca havia feito nada e achamos que era uma boa oportunidade fazer uma experiência, ele a tocar e improvisar sobre um tema e eu sobre o meu corpo. Nada foi marcado ou estipulado, o que é um risco, é um desafio".
Apesar da chuva, a noite de segunda-feira no CINEPORT terminou na tenda de música, com um grande arrasta-pé embalado por um trio de forró-pé-de-serra, que fez um passeio pelas várias vertentes da música de raiz nordestina. E como não podia deixar de ser o arrasta-pé terminou com uma grande ciranda envolvendo o público presente.











