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Cineastas e artistas saúdam o público



De tanto prestigiar os cineastas presentes e a vasta programação que se desenrola a cada dia na Cidade CINEPORT do Cinema, a gente da Paraíba vem se transformando na grande atração do Festival. Artistas e realizadores sentem-se agraciados com sua presença. E abrem alas em uníssono para o público paraibano.

Júlio Silvão – realizador, Cabo Verde

Espaço de reflexão e intercâmbio entre realizadores, produtores, atores, distribuidores, enfim de todos os profissionais envolvidos na realização cinematográfica, o 3o CINEPORT tem entre seus convidados o realizador Júlio Silvão, de Cabo Verde: “O CINEPORT é o maior espaço em termos de CPLP para encontros e reencontros de pessoas ligadas ao cinema. Mais do que isso, de pessoas ligadas a toda expressão cultural das nações que compõem a CPLP. É um grande espaço de intercâmbio entre pessoas que falam a mesma língua.”

Maria Ceiça – atriz, Brasil

"Este é o segundo CINEPORT de que participo. Fui ao primeiro lá em Cataguases e estou vindo agora neste terceiro. E estou adorando! Principalmente porque estou vendo o público prestigiar. Isso é que é bacana, porque o público está lotando todas as sessões e se emocionando, aplaudindo, participando das oficinas. Ontem pela manhã tive um debate com as crianças das escolas e foi maravilhoso.

Interessante também é trazer o Festival aqui para o Nordeste, aqui para João Pessoa, porque isso é uma forma de, além de a gente estar trocando experiências com os países irmãos de língua portuguesa, ainda se implementar aqui, no Nordeste e em João Pessoa, um futuro pólo de cinema, porque daqui a dois anos o CINEPORT volta pra cá e com certeza a gente tem trabalho aí para desenvolver e ser apresentado. Isso é muito bacana".

Antônio Pitanga – ator, Brasil

”Olha, o CINEPORT é o que há de bom. Não é mais um Festival, é um encontro, um evento de línguas portuguesas onde as cabeças estão se encontrando e fazendo o maior intercâmbio. O Festival é de uma riqueza fantástica, porque você tem literatura, música e filmes. E aí, você tem filmes de curta-metragem, de longa-metragem, digital, película. Você tem tudo. Acho que a juventude da Paraíba está dizendo presente e a gente vê um cenário de várias faixas etárias acompanhando e podendo beber da fonte da cinematografia. Então é esse público que está assinando embaixo sobre a importância do CINEPORT. Acho que já emplacou, já bombou. Acho que é essa finalidade que está acontecendo que é importante".

Antônio Carlos da Fontoura – realizador, Brasil

"Ontem eu tive uma experiência maravilhosa, que foi a sessão de meu filme No Meio da Rua às duas horas da tarde, para um público de crianças e jovens de 10 a 20 anos, aqui na Tenda Andorinha. Foi uma platéia tão receptiva, tão participante. Realmente uma platéia de uma pureza, de uma força de participação. Uma platéia, inclusive, que me ajudou a revelar aspectos do filme que eu nem percebi, porque eles reagiam de uma maneira muito direta a cada momento do filme, com muita participação. Então, só isso já valeu a pena. Foi sensacional essa sessão. E o Festival é um barato porque não é um Festival só de cinema, é um Festival de Culturas, é um festival multicultural, onde a gente encontra nossos irmãos lusófonos, portugueses, africanos, brasileiros. Não é também só de cinema, é um festival de música, poesia, literatura. Eu estou achando um barato, muito legal, ainda mais sendo em João Pessoa, que é um lugar tão bacana. Estou adorando"..

Ana Bárbara – realizadora, Brasil

Realizadora de Cabaceiras, a paraibana Ana Bárbara diz como chegou à concepção de Cabaceiras: “o filme é um curta-metragem que trata da identidade do Nordeste, e de como ela é passada em algumas produções cinematográficas brasileiras. Tudo partiu de uma insatisfação, de como a gente vê essa imagem do Nordeste. Assistindo a alguns filmes, me perguntava porque sempre é passada essa imagem do Nordeste tradicional, arcaico, rural, pobre, seco. Sabemos que o Nordeste tem essa realidade, mas existe também um Nordeste urbano.

Cabaceiras é uma cidade que durante muito tempo vem recebendo grandes produções cinematográficas que utilizam a cidade como cenário. Curiosamente, esses filmes se assemelham nessa questão cenográfica. Outro fator é um livro chamado A Invençao do Nordeste, do professor Durval Muniz de Albuquerque, que trata de uma maneira muito interessante essa idéia de identidade do Nordeste. Então o filme é baseado livremente nesse livro. Para toda a equipe foi uma honra quando soubemos que o filme havia sido selecionadado para participar do Festival e abrir a sessão do filme Zé Lins do Vladimir Carvalho. Ficamos felicíssimos, fazia tempo que nós queríamos mostrar esse filme para o Vladimir e daí surgiu essa oportunidade".

Marcos Vilar – realizador, Brasil

O realizador paraibano Marcos Villar, diretor do filme “O Senhor do Castelo”, que será exibido amanhã no Festival CINEPORT, declarou que “tem tudo a ver esse filme estar passando aqui, porque tem uma frase do Ariano que tem a ver com o Festival, quando ele fala que o primeiro bem cultural que a gente encontra quando nasce é a língua. Então é importante um filme que trata do escritor Ariano Suassuna estr dentro deste Festival. Ter um Festival deste porte em João Pessoa é fundamental: já merecíamos há muito tempo pela tradição cinematográfica que a Paraíba tem. Tem uma geração nova de realizadores que está surgindo muito forte, e o CINEPORTl é um ponta-pé para a formação de um novo público e de novos diretores.”



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