NOTíCIAS

2º DIA - Sábado, 2 de Maio

Começou chuvoso o segundo dia do Festival, é bem verdade. Mas também é verdade que choveu foi público na Usina Cultural Energisa. O CINEPORT parece cada vez mais se consolidar como "point", como evento de ponta da cultura paraibana. Exemplo sintomático: ao entrar num táxi nesta manhã e pedir para o motorista que o levasse à "Cruz do Peixe" (como era conhecido o local onde hoje se encontra a Usina Cultural Energisa), o taxista logo disse a um dos editores do CINEPORT NA TELA: "Ah, o senhor quer ir pro CINEPORT?".

Entre as atividades do dia, o II Encontro de Cineclubes da Paraíba, com a Oficina de Formação de Cineclubismo e a Mesa-redonda "Que tal um cineminha?". À tarde, a Oficina Rede Cineport de Cooperação Audiovisual colocou em debate a utilização do audiovisual para a construção das identidades locais.

Um dos momentos mais esperados do dia, a Premiêre Paraíba levou centenas de espectadores à Tenda Andorinha para assistir aos filmes de seus ilustres filhos, Torquato Joel e Eliezer Rolim Filho. De Torquato, foram exibidos Gravidade e Aqui e Agora; e de Eliezer, o longa O Sonho de Inacim, que contou com a presença das atrizes paraibanas Marcélia Cartaxo e Gal Cunha Lima. O filme relata a comemoração preparada no ano 2000 pela cidade de Cajazeiras para o bicentenário de seu fundador, o Padre Ignácio Rolim, e emocionou a gregos e paraibanos.

Grande público acorreu ao "Café Literário Cineport", onde se realizava o primeiro da série de lançamentos de livros do 4º CINEPORT. Idéias em Movimento/Produzindo e Realizando Filmes no Brasil foi escrito por Aída Marques, montadora, produtora, diretora de curta-metragens e professora da Escola de Cinema da Universidade Federal Fluminense. Neste livro, ela revela os bastidores da produção de um filme, suas várias fases, do roteiro à finalização. É um panorama da atividade cinematográfica, um guia que permite ao leitor situar-se no contexto de termos técnicos, máquinas e artistas.

Dobraram esquinas as filas formadas para os filmes Meu nome não é Johnny, Feliz Natal e o grande sucesso português do momento, Second Life, de Alexandre Valente. "É uma comédia social romântica", diz o realizador, "uma reflexão sobre a vida, a possibilidade de uma segunda vida que possa levar à felicidade". Com bela fotografia, o filme fecha o foco sobre a beleza de suas várias atrizes, como Sandra Coias e Lilliane Santos, que vieram a João Pessoa divulgar o filme junto com Alexandre Valente e o ator José Wallenstein.

Final da noite, a platéia que lotou a Tenda Música varou a madrugada cantando e dançando ao som das músicas do novo CD de Lula Queiroga, "Tem juízo mas não usa".



Voltar